Curadoria #17 para Hysteria – Presença

Quase nunca falamos sobre as curadorias que realizamos mensalmente para a plataforma Hysteria. O que é uma pena, pois como já falamos uma outra vez, esse é um exercício muito bacana da nossa curadoria experimental (ou selvagem, como gostamos de chamar).

A curadoria #17, teve a presença como tema e foi uma das que tivemos melhor resposta até agora. Talvez pelo fato de ela ter sido feita desse modo “selvagem", sem muita pretensão. Talvez também porque é uma curadoria que traz um texto facilmente relacionável. Você lê e instantaneamente te vem alguém à mente.

Mas as palavras nada seriam sem a seleção de imagens de trabalhos de 3 diferentes artistas da plataforma, que nesta edição foram: Fernanda Vallois, Priscilla Menezes e Gabriela Silveira.


Fernanda Vallois ( @fernandavallois )

Fernanda Vallois (@fernandavallois)

Priscilla Menezes ( @lotahille )

Priscilla Menezes (@lotahille)

Gabriela Silveira ( @gabiesilveira )

Gabriela Silveira (@gabiesilveira)

Amiga, sonhei com você ontem e era um sonho tão real, tão vivo. Quando eu acordei tive a sensação de que a gente realmente tinha se encontrado e acordei com essa sensação estranha de vazio. Tenho pensado muito em como o tempo todo estamos nas nossas cabeças. Pensando no que poderia ser, no que poderia ter sido. É raro quando a gente se dá conta de estar presente e é algo sempre tão fugidio. Parece que a gente vive na dicotomia presença/não-presença. Aí eu pensei que a nossa única saída para equilibrar isso talvez seja realmente voltar ao corpo. Porque é mais fácil exercitar a presença através do corpo, das sensações e dos sentimentos. Aí lembrei de uma das performances mais conhecidas da Lygia Clark, If you hold a stone. Sabe? Aquela que ela propõe que objetos com pesos e texturas diferentes sejam colocados sobre os corpos das pessoas e que a partir dessa relação a pessoa dê um sentido ao seu corpo e consequentemente à sua própria vida. Bonito, né? Ela mesma dizia que a casa é o corpo. E é isso, né? O corpo é onde a gente simplesmente é. Talvez tudo isso seja um pouco clichê e eu super divaguei agora, mas acordei pensando nisso tudo e resolvi te escrever. Como estão as coisas aí? Saudades!

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