artistas-curadoras na 33a Bienal de São Paulo [série] - 3 de 4

Já falamos sobre as propostas curatoriais e sobre as obras de Claudia Fontes e Mamma Andersson e no terceiro post da série sobre as artistas-curadoras da próxima edição da Bienal Internacional de São Paulo, falaremos da trajetória e da proposta da artista Sofia Borges

Sofia Borges nasceu em Ribeirão Preto (1984) e atualmente vive entre São Paulo e Paris. Formou-se em Artes Visuais pela Universidade de São Paulo em 2008 e nos anos que se seguiram à conclusão do curso, recebeu inúmeras premiações (para ver o cv completo da arista clique aqui) e já em 2012 era a  a artista mais jovem a ser convidada para participar da 30a Bienal de São Paulo. A artista já teve mostras individuais em Paris, Lisboa, Amsterdã, Viena, São Paulo e Cidade do México além de ter trabalhos apresentados em coletivas no Brasil, nos EUA, na França China e no Qatar. The Swamp [O Pântano], livro autoral que desenvolveu com base na exploração de cavernas pré-históricas no Sul da França, ganhou o First Book Award e foi lançado junto a uma individual na PhotoLondon 2016. 

A obra de Sofia Borges envolve questões sobre a representação e trata da relação entre matéria e significado. Tendo a fotografia como linguagem principal, a artista busca em seus trabalhos, extrair os pontos de contato que a imagem pode ter com o real, com o mundo. Em sua pesquisa, as fotografias são ponto de partida, tornam-se matéria-prima de um longo processo em que as imagens assumem diferentes papéis de acordo com contextos específicos. 

Abaixo, uma seleção de trabalhos e vistas de exposições da artista:

 

A infinita história das coisas ou o fim da tragédia do um, proposta de Sofia Borges para a 33a Bienal de São Paulo, tem como ponto de partida interpretações sobre a tragédia grega para investigar os limites da representação. Em seu projeto expositivo, uma seleção de peças específicas estarão lado a lado com obras comissionadas de Jennifer Tee (Holanda, 1973), Leda Catunda (Brasil, 1961), Sarah Lucas (UK, 1962) e Tal Isaac Hadad (França, 1976), entre outros. Segundo a divulgação da Bienal, uma das particularidades da proposta de Borges está nas ativações que ocorrerão ao longo da duração da mostra. 

Abaixo, obras de alguns dos artistas convidados por Sofia para integrar sua proposta: